Orientações aos Docentes

Prezado (a) professor(a), você tem papel fundamental na inclusão dos alunos em situação de deficiência no Ensino Superior e na promoção de oportunidades para a inserção deles no mercado de trabalho.

Considerando sua importância nesse processo, postamos aqui algumas informações para facilitar o dia a dia da vida acadêmica do aluno com deficiência.
 

ORIENTAÇÃO NO ENSINO DE ALUNOS CEGOS

- Para ‘lerem’ os textos, as pessoas cegas fazem uso de textos impressos em braile e/ou programas leitores de tela (Dosvox, NVDA, Jaws, entre outros). Todos esses programas ‘leem’ arquivos em formato .txt. .doc e alguns deles ‘leem’ também arquivos em .pdf;

- No momento da aula, as imagens e slides que forem usados como recurso didático, esses devem ser descritos, o mais fidedignamente possível, para que a pessoa cega possa apreender o que está sendo apresentado;

- Os textos ou livros que estiverem em formato impresso, precisam ser digitalizados e convertidos nos formatos compatíveis para que os alunos cegos possam ter acesso a eles. O setor de acessibilidade da Bicen faz esse serviço, transformando os materiais em textos em braile ou em formato digital. Como é um processo que leva tempo e precisa de revisão, é necessário solicitar os materiais com antecedência. As instruções sobre esse serviço estão descritas no link http://bibliotecas.ufs.br/pagina/10200;

- Nas solicitações de compra de livro, é importante que o corpo docente sempre inclua exemplares em formato digital, para compor o acervo acessível dos alunos cegos;

- As provas escritas podem ser feitas pelo aluno cego num computador que tenha programas leitores de tela ou com o auxílio de um aluno bolsista do Apoio Inclusão, para servir de ledor e escriba. Provas orais devem ser evitadas, pois tira a oportunidade do aluno para organizar sua argumentação;

- Os conteúdos visuais que não podem ser descritos precisam ser adaptados em relevo (Exemplo: mapas). Os materiais em relevo podem ser confeccionados com recursos como massa de modelar, cola glíter, barbante, cola metálica 3D, etc, ou através da máquina fusora de relevos táteis, disponível na Divisão de Ações Inclusivas - Dain;

Salientamos que os alunos têm direito à adaptação do currículo conforme suas necessidades, em componentes curriculares que não seja possível a adaptação do conteúdo, a aprendizagem deve estar pautada na compreensão dos fundamentos.

 

ORIENTAÇÃO NO ENSINO DE ALUNOS SURDOS

- A língua oficial da comunidade surda é a Língua Brasileira de Sinais – Libras. Dessa forma, todas as atividades acadêmicas com presença de alunos surdos devem ter a participação do profissional Tradutor Intérprete de Libras;

- Para que a tradução do português para a Libras se dê de forma mais eficiente, é necessário que o interprete tenha acesso ao conteúdo que será abordado em sala de aula ou eventos com antecedência;

- O material das aulas pode ser repassado aos intérpretes através do e-mail da Dain (dain.ufs@hotmail.com), identificando o nome do professor, do curso e da disciplina;

- Para solicitar intérprete para eventos da UFS que terão a participação de alunos surdos, é necessário fazer a solicitação com antecedência mínima de 15 dias, para proceder com as adequações das escalas dos intérpretes;

Salientamos que os alunos têm direito à adaptação do currículo conforme suas necessidades, em componentes curriculares que não seja possível a adaptação do conteúdo, a aprendizagem deve estar pautada na compreensão dos fundamentos.

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